Levantamento da Agrega mostra a trajetória da taxa Selic nos últimos 20 anos, período marcado por ciclos de alta e queda. Após atingir o menor nível da série em 2020, de 2% ao ano, os juros voltaram a subir e chegaram a 15% em 2025.

Levantamento da Agrega mostra a trajetória da taxa Selic nos últimos 20 anos, período marcado por ciclos de alta e queda. Após atingir o menor nível da série em 2020, de 2% ao ano, os juros voltaram a subir e chegaram a 15% em 2025.
A taxa básica de juros da economia brasileira passou por mudanças expressivas nas últimas duas décadas. Levantamento da Agrega, com base no histórico do Banco Central do Brasil e do Comitê de Política Monetária (Copom), mostra uma trajetória marcada por ciclos de aperto e flexibilização da política monetária.
Segundo o levantamento, a Selic atingiu o pico de 15% ao ano em 2025, depois de ter alcançado o menor nível do período, de 2% ao ano, em 2020. A média dos 20 registros apresentados pela Agrega é de 10,64% ao ano.
A trajetória recente também chama atenção. Depois de permanecer em 15% durante parte de 2025 e o início de 2026, o Copom iniciou um processo de redução da taxa. As decisões oficiais levaram a Selic de 15% para 14,75% em março, 14,50% em abril e 14,25% em junho de 2026.
O Banco Central destaca que os cortes fazem parte de um processo de calibração da política monetária, diante dos sinais de transmissão da política de juros para a atividade econômica. Ao mesmo tempo, o Copom mantém atenção sobre a inflação e as expectativas, defendendo cautela nos próximos passos.
O histórico evidencia, assim, como a Selic permanece como um dos principais instrumentos de política econômica do país, influenciando o custo do crédito, o consumo, os investimentos e a remuneração de aplicações financeiras.
Fontes: Agrega e Banco Central do Brasil (Copom).